domingo, 19 de julho de 2009

Plantão Bauru em férias - edição patriótica [ou não...]

Mais uma semana em férias aqui, na Sanduba City. E nessa semana vamos falar um pouco do patriotismo, e em como ele pode render algumas risadas...

Fato: fui dispensado [obrigado, Deus!!] do serviço militar, e conforme prevê a lei, os documentos de dispensa são entregues em uma cerimônia na qual os jovens juram sua fidelidade à bandeira e que, se preciso, morrerão pela pátria [ohhhhhhhhh...]

Bem, tudo seria tranquilo, se não fossem alguns detalhes que tornaram o evento interessante: aproximadamente 400 jovens [entre eles estavam também o Mogli] para assinarem uma lista [eu disse UMA lista] e um frio daqueles bem legais...

Evento marcado para às 7h30 da manhã, um horário bem exército. Mas claro, como estamos no Brasil, não começou na hora. Os portões abriram lá pelas 8h. Enquanto aquela multidão de dispensados esperava, dava para ver os jovens que faziam o serviço militar...dava até dó...eles simplesmente marchavam de um lado para o outro, com uma espingarda no braço, e baixa a arma, e levanta a arma...ou seja, era aquilo que eu me pergunto "se for em uma guerra, não é mais prático já sair atirando?"

Mas enfim, começou. Tivemos que formar filas em ordem alfabética [uma só de A, outra de B...] e esperar, esperar, esperar...acho que eu fiquei umas 2hs em pé, NO MESMO LUGAR, meus tendões jé pedindo bis daquilo tudo, quando os oficiais tiveram a brilhante idéia de já fazer a cerimônia cívica. Aí é que as coisas ficaram mais, han...divertidas.

Fomos para um outro espaço, onde tinhamos também que formar filas. Mas dessa vez, tinhamos que fazer o famoso "um braço de distância". Para quem não sabe o que é isso, é bem simples: é só medir com o seu braço a distância entre quem está na sua frente e no seu lado, para ficarem uniformes as distâncias.

Mas não foi tão simples assim: meu Deus, como o povo tem dificuldade pra formar uma fila! Imagine se os baguás entendiam o que era pra fazer com o braço? Claro que não. Daí que eu entendi por que os oficiais falam alto e são ásperos. Porque só assim pra aquele povo entender. Ô gente burra! Tinham uns que, sinceramente, mereciam ser espancados, pra ver se pegavam no tranco, como a gente faz quando dá aqueles murros no controle remoto e ele funciona. Nem vou comentar as coisas que ouvia enquanto cantávamos o hino nacional...

Acabada essa parte, quem já estava com o documento podia ir. Pergunta: o Pinguim já tinha assinado? NÃÃÃÃO...Muito bem, vamos esperar. Mais meia hora e consigo enfim assinar aquela lista e pegar o documento. Durante a espera, fui premiado com o diálogo travado entre dois acidentes genéticos, que por convenção são chamados de humanos, e que certamente estavam sob o efeito de no mínimo cannabis...eis algumas frases que eu lembro de ouvir dos dois [garanto que, infelizmente, todas foram ditas]:

"Cara, por que a gente é feio?" [olhando para os outros]
"Olha que cara de moço honesto que você tem!" [um olhando a foto 3x4 do outro]
"A vida é assim: a gente nasce, cresce, conhece alguém que nem você e desengrena..." [um falando para o outro]

É isso aí, pessoal. É isso aí, pátria...Boas férias e muita sessão da tarde pra vocês [eu sei que os filmes tão uma merda...vamos ver se pelo menos não passa filme da Barbie, porque senão acabou tudo]

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